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27 novembro, 2014

Oberon o Satélite de Úrano

Oberon é o segundo maior satélite natural (lua) do planeta Úrano. O astrônomo William Herschel que descobriu o planeta Úrano, descobriu também esta lua de Úrano em 1787. Em 1986, a sonda espacial Voyager 2 passou pelas proximidades de Oberon, tendo obtido muitas fotos do mesmo e assim ficamos a saber mais sobre este satélite de Úrano.



Oberon tem um diâmetro de aproximadamente 1.523 km, ligeiramente menor que Titânia, o maior satélite do planeta Úrano, que tem 1.577 km de diâmetro. Oberon orbita a uma distância média aproximada de 584.000 km de Úrano.

Oberon demora cerca de 13,5 dias terrestres a completar uma volta ao redor de Úrano (translação), o mesmo tempo que demora a completar uma volta sobre si próprio (rotação). Trata-se portanto de uma rotação sincronizada. Isto faz com que Oberon tenha sempre a mesma “face” voltada para o planeta Úrano, situação que ocorre também com a maioria dos satélites dos planetas do Sistema Solar.

Oberon é um corpo constituído essencialmente por rocha e gelo. A sua superfície é caracterizada pela existência de muitas crateras de impacto, resultante de colisões com asteroides e cometas. Quando a Voyager 2 passou pelas proximidades desta lua de Úrano, obteve fotos de cerca de 40% de sua superfície. A maior cratera encontrada tem cerca de 2o6 km de diâmetro, a cratera Hamlet. Também foram observadas falhas na superfície do satélite Oberon.

12 novembro, 2014

Sonda Rosetta acaba de fazer pouso em cometa.

A Agência Espacial Europeia (ESA) realizou um feito histórico no início da tarde desta quarta-feira. Às 14h02 no horário de Brasília, o mpdulo Philae pousou na superfície do cometa 67P/Churyumov-Gerasimenko, o primeiro do tipo por um equipamento construído pela Humanidade. Depois de quase meia hora de tenso silêncio, tempo que os sinais de rádio e TV do módulo e da sonda levam para cruzar os 510 milhões de quilômetros que os separam atualmente da Terra, a confirmação do sucesso foi recebida com alívio e festa no centro de controle da missão na cidade alemã de Darmstadt.

- É um passo enorme para a Humanidade - comemorou o diretor-geral da ESA, Jean-Jacques Dordain. - Sabemos que estes sinais não vêm simplesmente do céu. Eles vêm também do trabalho duro dos especialistas e do conhecimento europeus. Somos os primeiros, e isso vai ficar para a sempre.

A delicada manobra teve início às 7h03 desta manhã, quando o módulo se liberou da sonda Rosetta, com a qual viajou mais de dez anos e 6,5 bilhões de quilômetros para chegar até o cometa. Segundo a ESA, o Philae já está enviando dados de telemetria, mas os arpões que deviam ajudar a ancorar o módulo no objeto não dispararam, trazendo dúvidas sobre se ele conseguirá se manter no lugar. Com cerca de cinco quilômetros de comprimento, quatro de largura e dois de profundidade e uma massa estimada em 10 bilhões de toneladas, o cometa tem uma gravidade 100 mil vezes menor que a do nosso planeta.

O Philae leva a bordo dez instrumentos que farão imagens e investigarão a composição do cometa, suas propriedades físicas e estrutura interna e procurarão identificar a presença de moléculas orgânicas nele, além de recolher amostras para análises microscópicas. Com isso, os cientistas esperam obter mais pistas sobre o processo de formação do Sistema Solar e até da origem da vida na Terra. fonte

Rosetta próximo de pouso em cometa, diz ESA

A Agência Espacial Europeia, ESA, recebeu a confirmação na manhã desta quarta-feira (12) de que o módulo espacial Philae se desprendeu da sonda Rosetta e segue em direção ao cometa 67P/Churyumov-Gerasimenko.


Pouso no cometa (Foto: Editoria de Arte/G1)

A liberação aconteceu no tempo previsto pelos cientistas, às 7h03 (horário de Brasília). Se tudo der certo, em algumas horas os cientistas poderão comemorar a primeira vez que um robô pousa em um cometa. Porém, há chance de 50% de a missão fracassar.

Por isso, os controladores de voo em Darmstadt, na Alemanha, sede da ESA, enfrentarão uma espera de sete horas de uma lenta queda livre, que alcançará a velocidade de 1 m/s no momento do impacto. Existe ainda um intervalo de 28 minutos e 20 segundos entre a emissão do sinal da Rosetta e a recepção dele na Terra - tempo chamado pelos cientistas como "minutos de terror".
Técnicos da ESA comemoram o momento em que o robô Philae se desprende da sonda Rosetta (Foto: Reprodução/ESA)
A missão tem o objetivo de estudar materiais restantes da formação do Sistema Solar que estão no cometa, além de gases e gelo. A pesquisa ajudará a entender a formação dos planetas e o surgimento da vida na Terra.

A sequência de eventos prevista é a seguinte, (no horário de Brasília):

07:03. Separação da Philae a 22,5 km do núcleo. Começa a fase de descida e pouso.

07:43. A Rosetta executa uma manobra de afastamento.

08:00. O controle da missão recebe a imagem de "despedida" da Philae após se soltar da Rosetta.

09:03. A sonda Rosetta aponta para a Philae para poder receber seus dados.

14:03. Pouso da Philae

15:00. Divulgação das primeiras imagens.

15:03. Início das primeiras operações de ciência.

Rosetta saiba mais.


Rosetta é uma sonda espacial construída e lançada pela Agência Espacial Europeia (ESA) com a missão de encontrar-se no espaço e fazer um estudo detalhado do cometa 67P/Churyumov-Gerasimenko, que viaja entre as órbitas da Terra e de Júpiter. Ela integra o conjunto de missões Horizon 2000 da agência espacial e é a primeira sonda construída para orbitar e pousar num cometa.